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sábado, 1 de junho de 2013

♥ Apenas um adeus

Sabe, depois que a gente teve aquela discussão idiota eu fiquei pensando em muita coisa. E era por isso que eu não queria que você visse meu rosto, porque eu não estava bem...

Eu comecei pensando em como era difícil para você assumir que havia errado. Em como você preferia dar voltas e voltas nos assunto para tentar ter razão em alguma coisa, ao invés de simplesmente aceitar que eu tinha razão. E em como a discussão acabou abruptamente porque você disse que havia apenas concordado comigo para que eu parasse de falar. Sabe, para alguém que está cursando Direito, escrevendo um livro e se gabando do seu português, você precisa aprender a se comunicar mais. E por comunicar eu quero dizer dialogar, falar e escutar, argumentar e compreender o que o outro diz. E não querer impor sua opinião, como você faz tão facilmente com todo mundo. E talvez esse seja o grande problema do nosso relacionamento. Eu também não aceito nada tão facilmente. Eu não sou fácil de enganar com alguns rodeios e uns argumentos mal fundados. Em questão de comunicação, eu acho que tenho mais experiência do que você. E aí eu bato de novo no seu ego que não aceita ser inferior a ninguém.

Depois disso, meus pensamentos foram muito além e eu comecei a questionar diversos aspectos do nosso relacionamento, coisas que já passaram tantas vezes pela minha mente, que já me atormentaram tanto, mas que por alguma razão eu sempre acabei relevando e esquecendo. Aliás, não esquecendo, "arquivando", porque eventualmente tudo acaba voltando. Eu comecei a pensar em como é horrível ser constantemente lembrada de que nós só estamos namorando porque eu praticamente te implorei por isso. E é você mesmo que faz questão de lembrar, de ostentar como se fosse um troféu. Você não imagina o quanto isso me faz sentir patética. Implorar que alguém me queira, implorar que alguém me dê atenção... Eu nem vou entrar no mérito de atenção, porque já discuti isso tantas vezes com você e ainda assim eu sinto que você não entendeu. Você ainda não descobriu o que tem feito de errado, mesmo eu mostrando tão claramente. Aliás, eu vou voltar a esse assunto, sim. Porque agora que está tudo sendo esclarecido, talvez seja a hora em que você finalmente vai entender.

Eu nunca disputei atenção com seus amigos, nunca te disse para não jogar um jogo ou sair com alguém porque eu queria que você ficasse comigo. Mas quando eu viajava para passar o final de semana com você, eu queria, sim, que você dedicasse a maior parte da sua atenção a mim. Vou te dizer detalhadamente como era minha rotina: Eu estudava das 6 às 12h20, depois trabalhava de 13h30 às 18h30 (chegando em casa às 20h), de segunda à sexta. Sexta sim, sexta não, eu praticamente virava a noite arrumando as minhas malas, para no sábado de manhã 5h40, acordar, pegar um ônibus, ficar mais de 1h no trânsito, esperar avião, pegar o voo, chegar em Valadares e então te ligar. (E eu não sei se você já sabe disso, porque tem muita coisa sobre mim que você não se interessa em saber, mas eu não consigo dormir uma vez que eu já acordei, então aquelas eram minhas únicas horas de sono de sexta/sábado). E então, depois de passar um dia inteiro esperando, você só ia me ver quando anoitecia. (Você ainda não trabalhava na AeC nessa época, só um pequeno lembrete). Imagina a frustração que eu sentia ao viajar para te ver e você não fazer questão nenhuma de ficar mais tempo comigo? Depois disso, ou eu viajava no domingo à noite, chegando exausta em casa, para na segunda acordar às 6h e começar toda a rotina de novo, ou eu viajava na própria segunda, acordando o mais cedo possível e chegando aqui diretamente para a aula, depois trabalho etc.

Era cansativo, era exaustivo, mas ainda assim eu fazia. De 15 em 15 dias. Mesmo sabendo que chegando aí tudo seria igual.

Hoje em dia, eu não posso mais fazer isso, porque não vou bancar uma viagem de avião de mais de 200 reais. E porque chega um momento em que a gente cansa. Mas ainda assim eu vou o máximo que eu posso. Em feriados, em dias que eu não tenho aula... E sabe o que acontece? A gente só se vê à noite. Eu só consigo te ver por mais tempo se eu for até a sua casa, e, quando eu vou, tenho que me contentar em deitar na sua cama e encarar o teto do seu quarto enquanto você fica no computador, jogando ragnarok, mexendo no Tumblr ou fazer qualquer outra coisa que você poderia fazer em qualquer outro dia, porque a gente tem passado até 40 dias ou mais sem se ver. Mas você escolhe fazer isso no nosso pouco tempo junto. É frustrante.

E, sabe, eu me sinto muito triste por não ter um namorado, como todas as outras pessoas têm. Olha o relacionamento da sua irmã! Olha a maneira como o Wilander a trata. Ele a busca em casa todos os dias, ele passa a maior parte do tempo na casa dela, com a família dela, fazendo coisas para agradar a ela. Ele a leva ao supermercado, ele a leva para sair, ela a leva em viagens. E eu nem estou me referindo a transporte, porque uma coisa que eu nunca cobrei de você foi isso e você sabe. Mas ele está lá para ela e é isso que conta. É a boa vontade. É o fato de ele querer fazer algo por ela, porque ela vale a pena. E, sinceramente, eu acho que eu valho a pena. Você não acha? Eu me lembro de uma coisa que eu te disse no dia que eu pedi para que você me pedisse em namoro. Eu citei um livro que eu havia acabado de ler e essa frase eu adotei como mantra da minha vida: "cada um aceita o amor que acha que merece". Eu tenho aceitado muito pouco. Eu sei que eu mereço mais.

Eu fiquei pensando em tudo que as pessoas fazem umas pelas outras. Hoje, fiquei zoando a maneira como o Guilherme se referia à Marcella, mas ele estava certo. Porque quando você está apaixonado, você não tem medo de ser bobo, de falar criancices e coisas bregas. E então eu fiquei pensando nos namorados que vão buscar/levar as namoradas no aeroporto, rodoviária, qualquer lugar, apenas para poder ficar junto até o último minuto. Novamente, você não tem um carro, mas talvez se você convivesse mais com a minha família, você tivesse a liberdade para ir e voltar com eles. Mas esse é outro aspecto com o qual você não se incomoda. Você não faz a mínima questão de se aproximar. Você tem preguiça de tentar se enturmar com a minha família. E isso me entristece bastante. (Sabe, meus pais vivem passando por problemas, minha casa vive um inferno, e eu nunca falei nada disso para você, porque eu não tenho essa liberdade. Nem parece que a gente namora há tanto tempo assim).

E por falar em família, você me lembra muito meu pai. Eu amo meu pai, mas eu sempre disse a mim mesma que nunca me casaria com alguém como ele. Eu sei o que minha mãe já passou/passa com ele dentro de casa. E, sinceramente, eu não quero viver o mesmo. Ela merece mais do que isso e eu também. Só que obviamente eu acabei me envolvendo com você, alguém tão parecido com meu pai que parece que você é o filho dele e não eu. Vocês são orgulhosos, vocês são difíceis de dialogar, vocês são arrogantes e acham que têm sempre razão e que o mundo gira ao seu redor, vocês são covardes, adoram brigar quando dá para fugir ou se esconder, mas amolecem na hora de enfrentar um homem cara a cara, vocês são preguiçosos e não almejam nada para a vida.

E esse último aspecto é outro que me entristece. Eu não entendo suas prioridades. Eu não entendo o que você quer da vida. Eu não consigo entender alguém que me diz que vai trancar a matrícula da faculdade e vai comprar um computador. Eu não consigo entender alguém que não quer ser bem sucedido, que tem medo de ser chefe, que foge de responsabilidades. E, francamente, isso destoa completamente de todos os discursos que você faz. Ah, isso é outra característica que você tem em comum com meu pai. Você mente, mente muito. Mente para mim, para as pessoas que você conhece, para a sua família e para si mesmo. E quando você, com 24 anos, não tem um plano de futuro, não procura uma profissão melhor, não quer um estudo e nem sonha em planejar comprar um imóvel, um carro ou algo de adulto, isso me preocupa. Porque eu, com meus 21, já me preocupo com isso até demais. E, me desculpe, eu não vou ficar para trás te esperando. Do mesmo jeito que eu não vou te levar nas costas. Eu preciso de alguém que me acompanhe, que caminhe e suba os degraus comigo. 

Sabe, Daniel, tem várias outras coisas que eu poderia ficar falando aqui, mas acho que o restante só vai te machucar. E eu não gosto de machucar ninguém.

Então, acho que já deu para entender aonde eu quero chegar com isso. Eu to com tanta coisa na cabeça agora. Tenho que me formar, tenho que pensar e decidir o que eu vou fazer pelo resto da minha vida, mesmo que isso me apavore, tenho que começar a pensar no futuro e a colocar minha vida em ordem. Eu acabei de melhorar de uma Síndrome de Pânico, coisa que você não faz ideia de como é de verdade e, aliás, acha que eu inventei, já que eu sou hipocondríaca, né? Porque todas as doenças que eu tive, foram invenções minhas (claro, porque como eu podia, por exemplo, estar com labirintite se logo depois eu aceitei sair na rua com você? Eu não devo ter fingido estar bem só para não desperdiçar meu pouco tempo com você, é realmente mais fácil eu ter inventado a tontura) ou todas as outras coisas (como quando eu dizia que estava me sentindo enjoada e, sem que você notasse, entrava passando mal, vomitava, escovava os dentes e voltava como se nada tivesse acontecido) ou quando eu tive minha hemorragia (essa, sim, foi minha melhor invenção. Falsifiquei meus exames de sangue e até fingi estar pálida). Realmente, eu sou hipocondríaca. Eu invento minhas doenças só para chamar atenção. Você tem razão.

Mas, então, com todas essas questões, eu encerro isso dizendo que você tinha razão em outra coisa. A gente não deveria ter começado a namorar. A gente não conseguia direito nem como amigo. Nós nos esforçamos, nós nos cansamos, nós nos irritamos. E, poxa, se a gente consegue causar uma discussão tão feia com assuntos tão ridículos, o que será que aconteceria se a gente se casasse? Acho melhor a gente parar por aqui e salvar as pequenas boas lembranças que nos restam.

Ainda assim, eu te amo. E desejo o melhor para você.

Espero que você tire algum aprendizado disso. Eu aprendi muitas coisas.

Deus te abençoe, mesmo você ainda teimando em dizer que não acredita NELE. Sei que vocês têm suas questões a serem resolvidas também. Espero que você consiga abrir sua mente e seu coração o suficiente para aceitar isso.


05:26

♥ MYSELF ;


    Lívia Magalhães
    18, journalist

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